É preciso transgredir!

Em meio a essa louca e estressante pandemia num país desgovernado, li Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade, quando já estava há 60 dias em trabalho remoto. Hoje já estou no 104o dia da última aula presencial que dei em 13 de março.

Ler bell hooks e conhecer sua paixão por um ensino vivo, intenso, transformador, transgressor e, consequentemente, libertador é um alento à dor que estou sentindo no processo frio e conteudista que se constrói no atual ensino à distância devido à quarentena.

Sempre fui defensora do uso das mídias digitais no processo de ensino e aprendizagem, mas não numa robotização burocrática do professor para cumprir conteúdo e carga didática acriticamente de um ano letivo que se esvai. Não podemos esquecer que a sala de aula se faz viva no calor humano, nas cores, na paixão, no olho no olho… Nada disso é possível à distância se a finalidade do processo se mantiver sob a base de um ensino tradicional.

Destaco a ideia, presente em um diálogo do livro, de que “ser professor é estar com as pessoas”. (p. 222) A professora e escritora bell hooks me convida, nos convida a transgredir, a sair do lugar comum, a enfrentar os desafios, a fim de construir uma sala de aula por um processo de educação como prática da liberdade. Aliás, ela nos dá uma injeção de Paulo Freire na veia para acordar. O Brasil tem de acordar!

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. 2a ed. – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017.

2 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s