Morreste-me, de José Luís Peixoto

Numa fúria de exaustão e insônia misturados, li Morreste-me numa tacada só. Chorei muito, senti saudades profundas de meu pai, falecido há um ano, senti a dor da perda, do nunca mais, dos olhos para sempre fechados. Então, dormi e amanheci leve depois dessa catarse.

Se tivesse de traduzir este livro em uma palavra, diria “transbordamento”.

José Luís Peixoto traduziu toda a sua dor da perda e todo o seu amor pelo pai em palavras que transbordam e nos encontram em meio a um tsunami de beleza e emoção. Dilacera a alma, é verdade, mas também nos fortalece em um jorro de amor tão puro, tão belo, tão intenso, que nos faz acreditar num amor realmente infinito.

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