Ler, ler sempre, mesmo para o bebê recém-nascido

“Caro Leitor,

O quarto do bebê é ‘o local onde acontece,’. Para mim, os primeiros momentos de vida ideal de leitor começam com um bebê no colo de uma pessoa querida, ‘carregada nos braços’, lugar próprio para que o contato compartilhado, o olhar e a experiência de ouvir alguém ler proporcionem as melhores portas para esse mundo doce e novo.

Antes que o bebê possa pronunciar a primeira palavra, nos cérebros mais jovens, essa dimensão física que nunca envelhece da primeira experiência com a leitura conecta o sentir – táctil e emocional – com as regiões da atenção e da memória, da percepção e da linguagem. Pode não ser coincidência: o desenvolvimento inicial do cérebro dá prioridade aos circuitos subjacentes ao sentimento, antes mesmo da cognição. Sempre me impressionou o fato de que a amígdala no cérebro da criança (que tem participação nos aspectos emocionais da memória) grava suas redes neurais antes que sejam formadas redes para seu vizinho próximo, o hipocampo, o mais conhecido depósito da memória.”

Trecho destacado do livro que estou lendo agora: O cérebro no mundo digital: os desafios da leitura na nossa Era, de Maryanne Wolf. Grifos meus.

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