Numa emergência, o que vc sabe sobre seus entes mais próximos?

Minha mãe sofreu um enfarte esta semana. Foi levada para a emergência do Hospital Municipal Dr. Rodolpho Perissé, em Búzios, onde estava passando uns dias com a minha irmã. O horrível atendimento, sem infraestrutura alguma, é um caso para outra publicação e caso também de processo contra eles e contra a Amil que nos fez de palhaços e atrasou demais o correto atendimento para que minha mãe não ficasse com as sequelas que já tem agora. No hospital particular do Rio de Janeiro para o qual conseguimos transferência e está sendo bem atendida, porém, retomei algumas questões que vivi ano passado e retrasado com papai, tema deste meu texto.

Numa situação de emergência, será que você está preparado para responder a todas as perguntas que são feitas sobre seus entes mais próximos? Algumas são fundamentais para as decisões que devem ser tomadas para o atendimento e posterior tratamento.

Remédios que toma; cirurgias já feitas; alergias alimentares e medicamentosas; peso e altura; se já sofreu infarto, AVC; se é hipertenso, diabético; histórico de doenças familiares… são algumas questões da sabatina por que qualquer um de nós pode passar a qualquer momento de surpresa.

Tenho pensado, ultimamente, sobre o envelhecimento na sociedade em que vivemos hoje e no que estamos fazendo para que esse processo ocorra com dignidade. Rodeada de idosos, venho sempre observando o que deve ser feito para melhorar essa sobrevida, mas essa questão, em especial, me pegou de surpresa. Quando papai adoeceu, havia mamãe para informar sobre ele e ele mesmo ainda teve tempo de dizer sobre a sua vida e rotina. O que houve agora com mamãe, no entanto, foi inesperado e nos pegou desprevenidos, principalmente porque minha velhinha amada sempre foi muito ativa e ótima cuidadora dos outros, sem deixar muito que cuidássemos dela…

Lógico que eu sabia responder a várias coisas, mas algumas questões importantes desse intrincado quebra-cabeças que é a nossa vida foram sendo rememoradas e investigadas por mim mesma nos dois dias seguintes. Para a minha sorte, as informações tardias não prejudicaram nada, mas se não nos conscientizarmos da importância desse conhecimento sempre atualizado, poderemos, em outras situações, prejudicar um pronto atendimento àqueles que nos são mais caros.

Conhecer o outro, de fato, vai muito além de gostos e amores. E chamo mais atenção ainda para aqueles que acham que a presença virtual – com “bom dia”, “como vc está?”, “eu te amo” – compensam a ausência física.

Fica a dica!

Um comentário

  1. Melhoras pra sua mãe🌻As mães (geralmente) cuidam dos filhos e marido e acham que não precisam de cuidados e que não ficam doentes. Todo mundo precisa de cuidados e atenção, inclusive as mães💕

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