21 lições para o século 21 – Yuaval Noah Harari – Cap. 5

Seguindo a leitura do Cap. 4, transcrevo, abaixo, trechos que me chamam bastante atenção no Cap. 5.

Comunidade

Os humanos têm corpos

Mesmo hoje em dia, para a maioria de nós é impossível conhecer de fato mais de 150 indivíduos, não importa quantos amigos no Facebook alardeamos ter. (p. 117)

Podemos caminhar pelos corredores de um supermercado enquanto digitamos mensagens, e podemos comprar qualquer um de mil itens de alimentos, todos supervisionados pelas autoridades sanitárias. Porém, o que quer que escolhamos, acabamos comendo diante de uma tela, verificando e-mails ou vendo TV, mal prestando atenção ao gosto. (p. 120)

Até agora, o modelo de negócio do Facebook estimulou pessoas a passarem cada vez mais tempo on-line mesmo que isso significasse ter menos tempo e energia para dedicar a atividades off-line. Será que é capaz de adotar um novo modelo que estimule as pessoas a ficar on-line apenas quando for realmente necessário, e dedicar mais atenção a seu entorno físico, a seus próprios corpos e sentidos? (…)

As limitações dos relacionamentos on-line também solapam a solução de Zuckerberg para a polarização social. Ele ressalta, com razão, que só conectar pessoas e expô-las a diferentes opiniões não vai ser uma ponte para unir divisões sociais, porque “mostrar a pessoas um artigo com um ponto de vista contrário na verdade aprofunda a polarização, ao enquadrar outros pontos de vista como estranhos”. Em vez disso, Zuckerberg sugere que “as melhores soluções para melhorar o discurso podem vir de cada um conhecer o outro como uma pessoa inteira e não só como opiniões – algo para o qual o Facebook talvez seja o único (instrumento) adequado. Se nos conectarmos com pessoas com base no que temos em comum – equipes esportivas, programas de televisão, interesses -, será mais fácil dialogar sobre aquilo que discordamos.

Porém é dificílimo conhecer o outro como uma pessoa “inteira”. Isso leva muito tempo, e exige interação física direta. (p. 121)

(…) Se o Facebook tem agora como objetivo instigar uma revolução global, terá de fazer um trabalho muito melhor na criação de uma ponte que atravesse a brecha existente entre o on-line e o off-line. Ele e os outros gigantes on-line tendem a ver os humanos como animais audiovisuais – um par de olhos e um par de orelhas conectados a dez dedos, uma tela e um cartão de crédito. Um passo crucial para a unificação do gênero humano é considerar que humanos têm corpos. (p. 123)

2 comentários

    • Hahaha precisamos mesmo! Temos de criar oportunidades para bons papos. Eu, por exemplo, demorei, mas me cansei de FB, Instagram e outros tantos. Agora só escrevo aqui e/ou converso diretamente com um e outro. Saudades!!! Viajarei hj, mas, na volta, vamos marcar um chope.

      Curtir

Deixe uma resposta para Sérgio Lima Cancelar resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s