O insulto (2018)

Que filme!

O longa de Ziad Doueiri concorreu este ano ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (representante do Líbano). Não ganhou, mas é muito interessante, principalmente para o momento político que vivemos em nosso país.

Perceber como problemas pontuais podem-se agravar e tomar proporções com efeitos avassaladores é extremamente importante na sociedade tão plugada quanto a que vivemos hoje.

O filme apresenta-nos uma questão étnico-religiosa. Dois homens adultos não conseguem sequer resolver um problema concreto de vizinhança (que diz respeito a uma obra hidráulica) simplesmente pelos traumas que cada um carrega em suas histórias de vida (um refugiado palestino e um cristão libanês).

O caso não só chega ao tribunal de justiça (por sinal, uma das melhores disputas discursivas a que já assisti entre advogados), como acende os olhos da mídia exploradora de notícias alarmantes para ganhar dinheiro.

Sem nenhum viés panfletário, o filme nos mostra um caso específico que pode ser lido como uma metáfora de todas as polarizações e disputas sociopoliticopartidárias que vivemos hoje, mas não escolhe um lado.

Resultado disso? É necessário assistir para ver.

Só digo uma coisa: o ser humano é um bicho preconceituoso, intolerante, muito complicado e adora uma disputa, uma guerra.

A paz é uma utopia!

O filme ainda está em cartaz no Rio de Janeiro, mas também já está disponível para aluguel no Google Play e outros.

2 comentários

  1. Olá Tati

    Eu também amei o filme. Primeiramente como você diz, e o filme deixa isso bem claro, somos seres complexos, intolerantes, egoístas, preconceituosos, violentos, que adora um conflito e que falam de paz, mas não a buscam em sua essência interior.

    A polarização atual é reflexo da sociedade e do mundo cada vez mais individualista, edonista, consumista onde o EU subjugou o coletivo. A empatia morreu já a bastante tempo e a caridade nada mais é do que um alívio de consciência para tudo que se faz de mal ao próximo.

    Reflexões sobre o que deixaremos para os nossos filhos e netos estão baseadas hoje nas escolhas de mundo que queremos. Mais paz? Desarme-se. Mais amor? Ame incondicionalmente o diferente. Mais justo? Distribua e compartilhe. Mais fraterno? Tenha empatia e lute outra causa que não seja a sua. Mais sustentável? Consuma cada vez menos.

    Bem mais uma vez o cinema, assim como os livros, trazem a quase em desuso arte da reflexão necessária de mundo em que estamos inseridos.

    A vida precisa seguir, então vamos seguir a vida vivendo ela com muito mais amor e paz.

    Abraços

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