Professora da EB, sim!

No dia seguinte à minha defesa de tese de Doutorado, escrevi o que segue abaixo no FB. Transcrevo essa lembrança pra cá, meu baú virtual, para mantê-la sempre comigo.

Um ciclo que se fecha…
Sou uma pessoa muito prática, apesar de falar muito. Me incomoda ver ou ouvir discursos lindos, mas pouco viáveis. Quando entrei no Mestrado em Educação cometi uma gafe tremenda numa conversa informal com colegas que, como eu, estavam iniciando a pós-graduação. Disse-lhes que só não queria ficar tendo que ler certos teóricos da Educação que falam, falam mas sabemos que não têm uma experiência prática de sala de aula para conhecer a realidade que enfrentamos. Algumas pessoas me olharam esquisito rsrs. Amadureci e aprendi muito. Mantive, porém, minha meta. Fiz o Mestrado inteiro pensando nas práticas docentes e agora estou terminando o Doutorado com o mesmo foco.
Nunca tive pretensões de deixar a Educação Básica e ser professora universitária embora já tenha trabalhado na graduação e na pós-graduação. Por esse posicionamento, alguns colegas me perguntaram durante o curso pra que, então, investia tanto tempo nos estudos se meu objetivo era SÓ ser professora do EM e EF. Digo sempre que até seria muito feliz como professora de formação de professores. É minha praia também num processo de transformação da escola. No entanto, não me vejo fora de uma sala de aula repleta de criaturinhas desafiadoras que podem ter de 10 a 18 anos. Meus alunos me oxigenam diariamente! Posso suar literalmente a roupa e os cabelos, posso sair exaurida de tanto falar alto para que me escutem, posso brigar, brincar, me descabelar e sofrer por passar horas e mais horas de meu tempo de descanso e lazer corrigindo centenas de testes, provas e redações (sem que os chefes e gestores se deem conta desse árduo trabalho). A verdade é que não me enxergo em minha vida sem interagir com meus alunos. Sem trocar experiências e aprendizagens com essa galera jovem, eu não seria a pessoa completa e realizada que sou hoje. Acho que aqui está a resposta para a pergunta que me faziam: prazer e amor pelo que faço é o melhor motivo de tanto investimento nos estudos. Lógico que o retorno financeiro como professora federal é fundamental, não serei hipócrita. No entanto, sempre tive como princípio que aprender mais pra ser melhor no que se faz tem de ser uma meta constante.
Por tudo isso, durante os dois anos de Mestrado e, agora, nos quatro anos de Doutorado, não pude fugir dessa experiência e de minhas reflexões sobre as (minhas) práticas docentes na pesquisa que realizei. Não fiz o doutorado para colocar um título na frente de meu nome, embora o mereça mais que muitos profissionais que o utilizam numa tradição de poder e distinção. Também não quero mais um diploma só para prender na parede. Meu doutorado é, na verdade, uma construção de conhecimento a partir de muito estudo e reflexão de minha experiência pra ser melhor naquilo que me propus ser: professora da Educação Básica. E assim, embora há algumas horas eu tenha me tornado doutora, continuarei sendo, acima de tudo e muito feliz, a Professora Tati (com P maiúsculo!) E, é por isso que já estou de pé para trabalhar! Bom diiiia!
#sempreProfessora
#aminhahistóriasoueuquefaço
#viverenãoteravergonhadeserfeliz

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