“Em pedaços” (2017)

Sem a intenção do trocadilho, saí do cinema ontem completamente despedaçada.

Escolhi ver “Em pedaços” apenas porque um amigo me disse no trabalho: “Assista!”. Não tivemos tempo, no entanto, pra conversar sobre o enredo e eu, na minha correria de sempre, também não tinha lido nada até ver o filme. Não tinha noção alguma do que se tratava.

A alucinante trama que nos deixa sem fôlego e tensos todo o filme leva-nos a uma grande viagem pelo medo, pela xenofobia, pelo racismo, nazismo e pela loucura humana. Sim! É disso tudo que o filme trata, mas também trata de amor entre um homem e uma mulher, que, ao gerar um filho, e constituir uma família pode mudar vidas. Por isso deixa transparecer que é possível uma segunda chance. É possível se regenerar e se reintegrar à sociedade, mesmo que esta se mantenha doente.

De acordo com o blog Omelete, Diane Krueger disse, em uma coletiva em Cannes, após ganhar o prêmio de melhor atriz, que não foi uma questão de interpretação, mas de vivência, pois o terror dorme e acorda ao nosso lado, na Europa, num nível que me tira o sono. (…) O medo virou uma identidade pra gente.

E o diretor Faith Aikin afirmou:

Este filme não é sobre o pânico e sim sobre família, e o quanto essa instituição é capaz de extrair o melhor, mas também o mais instintivo de nós. Existe um mundo abalado pelo terror à nossa volta, numa guerra silenciosa, de atentados espalhados por locais que não são zonas de guerra. E as famílias são as maiores vítimas desse alastramento do terrorismo (…) Eu quis falar do que uma mãe é capaz quando ferida em seu amor maior. E uso muito a metáfora da água, não apenas para retratar a fluidez dos acontecimentos e da moral, mas como um signo uterino, da gênese da vida e do amor.

O filme é adrenalina pura e muito necessário para pensarmos a sociedade em que vivemos e a sociedade que queremos. Precisamos entender que o diferente é tão humano como nós e as linhas ideológicas, geográficas, raciais… têm de ser superadas no que diz respeito à eliminação do outro. Utopia?! As diferenças deveriam somar-nos em nossa humanidade, não subtrair-nos numa aniquilação desenfreada.

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