Foxcatcher – uma história que chocou o mundo (2015)

Ontem vi no Netflix a história, baseada em fatos reais, do medalhista de ouro nas Olimpíadas de 1984 em sua doentia e dramática relação com o milionário John du Pont. Relação esta que gerou consequências terríveis em sua vida familiar e profissional.

Na verdade, o filme se propõe mostrar a loucura e excentricidade de John du Pont, herdeiro da fortuna de uma das famílias mais ricas dos EUA. Um homem triste e solitário, que vive sob o peso de uma mãe idosa mas que parece ter sido autoritária e intransigente com ele a vida inteira.

A mãe, repleta de troféus devido à sua paixão por cavalos de corrida, sempre ofuscou esse filho, que tenta, então, reproduzir tal sucesso por meio de um esporte considerado por ela menor: a luta greco-romana. O problema é que toda a sua frustração enquanto homem incapaz de ser algo por conta própria acaba destruindo a vida de pessoas que lutavam por um ideal e faziam o melhor que podiam fazer.

Mas o que eu quero destacar do filme não é essa questão dramática muito bem representada pelos três atores: Steve Carell, Channing Tatum e Mark Ruffalo. O que me impressionou mesmo foi a clareza do que o dinheiro pode comprar nos EUA. John du Pont, um homem de alma aparentemente miserável, parece ter a necessidade de ser alguém por meio do poder que o dinheiro lhe proporciona.

Gente, ele é um colecionador de armas. Ok, isso, para mim, já é esquisito, mas esse homem chegou a comprar um tanque completo com metralhadoras assustadoras!!!

O que um homem louco poderia/pode fazer com um verdadeiro arsenal de guerra em sua propriedade?!

É verdade que ele, enquanto indivíduo, só precisava de um revólver para estragar a vida de uma família inteira, mas imaginem o que o culto às armas e a liberdade para adquirir o que quiser numa sociedade como a americana está fazendo aos seres humanos.

E ainda tem gente que apoia a liberação do acesso a armas aqui no Brasil… Iludidos!

É isso! O filme é por demais parado, arrastado, mas vale muito enfrentar essa lentidão para vivenciar uma bela metáfora sobre a riqueza material e a pobreza de espírito de toda uma nação.

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