Felicidade… Vida… Morte… Nostalgia… Elucubrações.

O tempo passa muito mais rápido do que podemos mensurar. Hoje faz cinco anos que meu amigo Cláudio faleceu; já se passaram dois de tia Laurinda, dez de tio Ulisses, no final de 2016 minha amiga Verena ainda bebia vinho comigo… Mas eu ainda estou aqui e a vida segue…

Este texto não é sobre a morte nem sobre a saudade embora este sentimento e aquela certeza existam e sejam claros e fortes. Este texto é sobre a vida e o viver.

Trabalho com jovens diariamente e quero lhes passar o real significado de Carpe diem, pois a felicidade não está no que se planeja, se espera ou sonha para o amanhã. A felicidade está no aproveitar intensamente o dia, o presente, em todas as suas especificidades. Viver o fio tênue da vida é perceber cada linha que usamos na costura de nosso grande bordado.

A costura é uma linda metáfora para isso porque fica bem visível aos olhos quando o ponto está mal acabado, a costura é feita de qualquer jeito, as linhas estão emboladas, os pontos frouxos ou apertados demais… Para se chegar a um bordado limpo, bem acabado, harmonioso, é preciso muito empenho, muita dedicação e muito amor. Aí para mim está o grande segredo:

Precisamos amar a vida. Precisamos amar a nossa vida!

Quem para no tempo, achando que tem todo o tempo do mundo para seguir depois, está completamente equivocado. O tempo passa. O tempo já foi.

Penso que o que distingue as pessoas é a atitude. E ser feliz é uma questão de atitude.

A felicidade não é um mundo mágico nem imaginário. É apenas a minha escolha. E pode ser também a sua! Com problemas, cansaços e medos como todas as pessoas têm, mas com a atitude de escolher diariamente o que vai prevalecer em meu dia. Eu hoje escolho o que prevalece e o que me conduz. Estou mais leve em todos os sentidos.

Me descobri feliz quando entendi que a chama do meu fogo está acesa e guardada dentro de mim. Não dependo do outro ou de algo para que ela acenda. O fósforo sou eu mesma.

E é essa felicidade sentida, percebida, vivida que me faz não temer a morte e suportar a saudade. É essa felicidade que me permite levar sempre comigo todos aqueles que já se foram. É ela que me dá leveza para acordar hoje e viver com imensa gratidão o novo dia como se fosse o último. Porque um dia será! E nesse dia – independente de como seja – sairei leve com a certeza de que vivi e reproduzi esse grande amor pela vida.

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