Viajando no olhar

Viajar é sempre muito bom. Gosto demais de quando vão chegando as férias e começo a planejar que cidades vou conhecer, por que países vou andar, que línguas vou escutar.

Embora a vontade de sair fisicamente por aí me deixe sempre mais entusiasmada e até um pouco eufórica, nunca me prendi a essa questão como condição de felicidade.

Eu viajo diariamente pela minha cidade e arredores tentando ver, sempre, um novo ângulo, tentando enxergar por outro prisma aquilo que me é tão familiar. Acho que essa é a verdadeira descoberta do mundo. Alguns amigos meus até riem de mim dizendo que pareço uma Pollyanna vendo felicidade em tudo. Mas eu só procuro ver a beleza da vida em si, na sua plenitude (que também pode ser – e muitas vezes é – tão triste e pesada). Sei que é um verdadeiro paradoxo encontrar beleza/felicidade no modo de ver o mundo mesmo que a realidade aparente seja feia/triste, mas isso é a minha Arte, porque a vida em si não me basta. Preciso de muito mais!

Ver o mundo nos seus detalhes, nas suas nuances me faz muito feliz e realizada, até porque há dias em que os olhos estão solares; outros, marejados de lágrimas, e o mundo se mostra diferente a mim de acordo com o estado das janelas de minha alma.

Viajar também, sempre que possível, para lugares próximos da minha casa – como neste fim de semana em que viemos dar uma volta em Petrópolis – me renova e me dá um novo gás para continuar a rotina diária com o olhar aberto ao novo. Embora já tenha visitado a cidade algumas vezes, tudo me parece tão vivo, tão diferente, como se nunca tivesse pisado aqui. Adoro isso!

É nesse sentido, com um olhar aberto aos espaços por onde ando, que ainda vou conseguir organizar, neste meu blog, uma categoria chamada “viagens” a fim de falar de minhas experiências concretas de pé na estrada. Sim, mais uma categoria porque sou (todos somos!) seres múltiplos em ações, gostos e vivências.

Outro dia me disseram que meu blog é muito eclético, que não tem um tema, uma proposta específica para criar um público leitor fiel. Então, eu expliquei que meu blog tem um tema sim: EU!, como ser humano, como mulher, mãe, esposa, cidadã brasileira, professora, vivente, amante e viajante deste mundo. Por isso chamei-o de “Tatiando a vida e lendo o mundo”.

Não estou aqui para levantar uma bandeira única embora considere muito necessário e importante os que fazem isso. Mas minha proposta tem sua abrangência e, ao mesmo tempo, é bastante particular. Escrevo muito mais para mim mesma do que para os outros apesar de adorar ter leitores com quem dialogar e compartilhar meus pensamentos, posições, visões e angústias. Estou aqui para ler o mundo que me cerca e me ler como ser inserido neste mundo. É isso!

Que este fim de semana seja rico em percepções e significados porque há muita matéria pra ser admirada e percebida ao nosso redor.

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