“Thor: Ragnarok” (2017)

Acho que estou ficando velha ou, pelo menos, um pouco mais exigente.

Sempre compartilhei com meu marido o slogan de que cinema é a maior diversão. E a gente já curtiu muitos filmes puramente comerciais, os ditos puro entretenimento ou “hollywoodianos”, sem preconceito algum.

Ultimamente, no entanto, alguns filmes têm me incomodado um pouco. Imagine dormir no cinema em uma megaprodução de ação, de batalhas, de super-heróis? Pois é, já fiz isso várias vezes, principalmente quando o ar condicionado está mais frio do que o comum (eu ando com meu “kit cinema”, que tem manta de lã grande e até meia) e, ainda mais perigoso, quando a sala é especial com aquelas “poltronas-quase-cama”.

A questão é que eu não durmo em filme lento ou parado se ele me fizer pensar. Eu durmo em filme chato, bobo, previsível, ou que nada me acrescente.

Hoje quase cochilei numa sessão às 13 horas!!!

E, não me matem!, foi neste filme megacomentado e de produção milionária: “Thor: Ragnarok”. E eu costumo me divertir muito com os filmes da Marvel.

Vamos lá!

  • O intérprete de Thor, Chris Hemsworth, é um homem pra ninguém botar defeito. É “bunitu pra caceta”;
  • as batalhas e lutas são bem feitas e até interessantes de ver pelos efeitos especiais;
  • as piadinhas, mesmo as mais bobas, até dão pra rir;
  • a música é boa;
  • gostei da Valkiria negra, e não loura como, obviamente, é retratada nas lendas nórdicas.

Entretanto…

Depois dessas “coisinhas boas” somadas, o puro entretenimento, muitas vezes, resulta num vazio sem graça. Desculpem-me, mas a velhice pode estar se escancarando neste quesito:

  • O que sobra do filme, em minha memória, depois de algumas horas?
  • Que marcas a temática deixou em mim?
  • O que mexeu comigo e gerou alguma reflexão ou até mudança?

Ok, você pode pensar como meu marido e dizer que nem sempre a gente tem de refletir sobre tudo. É possível só se divertir e pronto. É verdade, mas Thor, desta vez, não me encantou tanto. Foram 130 minutos que não deram conta nem da sensação de bem-estar, da pura diversão, em que se gasta uma energia boa e depois se sai leve porque relaxou. Saí do cinema com aquela sensação morna: nem feliz, nem agoniada.

Foi um “bonzinho” murcho.

Mas, pra não ser tão cruel, ficaram duas mensagens bonitinhas, embora estereotipadas, de uma espécie de jornada de autoconhecimento de Thor (e que servem pr’a gente):

  • Não importa onde estamos nem o que temos, o que importa é o que somos.
  • A nossa força não está nas coisas (no martelo de Thor, por exemplo), mas no que construímos em nosso interior.

Para quem ainda for… bom filme!

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