“Uma mulher fantástica”, 2017

Domingo vimos “Uma mulher fantástica”, drama que já está quase saindo de cartaz (há apenas uma sessão, às 17h30, no Estação NetRio 2, em Botafogo).

Com spoiler…

O filme conta a história de um casal cuja esposa é transexual. Juntos há nove anos, a relação de Marina e Orlando parece bastante firme e apaixonada. Ocorre, no entanto, um imprevisto e Orlando morre repentinamente. A partir de sua morte, conhecemos, na história, alguns parentes dele: ex-mulher, irmão e filho, que agem como se não houvesse existido uma outra vida a dois, uma história, uma construção social.

A apresentação do sentimento de perda, de Marina, a transexual, e da dor que sente é agoniante. Ela é totalmente desrespeitada por aqueles que desejam ignorar a existência “daquele ser abjeto”. Isso fica mais claro ainda com a total invasão do espaço que dividia com seu companheiro e a retirada dos bens materiais pelos familiares, há muito distantes do falecido, física e temporalmente. Até o cachorro, um ser vivo, é, inicialmente, afastado de sua dona e cuidadora.

O filme mostra-nos não só o drama emocional daqueles que são marginalizados pela sociedade – considerados pervertidos, colocados à parte como seres que não devem aparecer (nem no velório do companheiro!) para não causarem vergonha aos demais -, como também apresenta a face das questões legais, que têm a ver com direito de herança, pensão, licença para acompanhar cônjuge doente… A simples cidadania!

Vale muito uma corrida até o cinema!

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