“Bye bye Alemanha” (2017)

Quando escrevo sobre os filmes que vejo, falo sobre como as histórias me tocam, me emocionam, que tipo de sentimentos produzem em mim e as coisas que me chamam atenção. Deixo para os especialistas as críticas especializadas. Realmente não me preocupo com a nota do Imdb ou ainda se o bonequinho d’O Globo está aplaudindo ou saindo da sala e se eu me posiciono igual ou de forma oposta.

Aliás, gosto mesmo de ler alguma crítica especializada somente depois de assistir ao filme e de escrever sobre ele. Mas nem sempre sigo essa ordem.

Estou comentando tudo isso agora porque ontem, depois de ver “Bye bye Alemanha” no Net Rio 2 e ter gostado dele pela temática e leveza como foi tratado o drama, li críticas na internet não muito boas sobre a produção. (Não as apontarei aqui. Deixarei que você as leia caso queira. Basta buscar no Google, né?)

O filme narra a história de um judeu sobrevivente da II Guerra Mundial. De novo esta temática? Será que já não deu?! Perguntam uns. No entanto, esse foi o primeiro filme – não me vem à cabeça nem um outro agora! – com histórias de vida logo no início do pós-guerra.

A cidade destruída, as ruas sujas, o comércio bem informal, as pessoas com roupas ainda esfarrapadas, os traumas e medos à flor da pele, a falta de dinheiro para uns, a sobra para outros, tudo isso apresentado com um toque de humor por causa da história do personagem principal que (sobre)vive de contar piadas, criar histórias e oportunidades.

David Berman (parágrafo com spoiler) sobrevive à guerra sendo, como ele se define, o palhaço daqueles que mataram toda a sua família. Depois, reergue seu patrimônio perdido iludindo e enrolando potenciais consumidores com o bom papo de vendedor.

Esse drama da luta pela sobrevivência apresentado com a leveza do humor nato e caricato dessa personagem que consegue ironizar situações normalmente retratadas com muita tristeza e peso foi, para mim, o ponto mais forte do filme.

Valeu conhecer um outro lado ou um outro ponto de vista de uma história já tão exaustivamente contada. O filme traz o tema que por si só já é denso, porém o trata com a leveza do humor de quem consegue passar a perna na morte, embora não omita a dor e a tristeza que permanecem na alma. Uma boa diversão, que permite refletir um pouco sobre a vida e como a conduzimos.

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