“Até o último homem” (2017)

Assisti ao filme “Até o último homem” em 12 de fevereiro deste ano, quando fiz esta resenha no Facebook e hoje consegui recuperá-la para ficar guardadinha aqui no meu baú organizado. Contém spoilers.

A história, baseada em fatos reais, mexeu profundamente comigo. Um homem vai à guerra sem pegar em uma arma sequer por princípios religiosos. Ele vai para resgatar a vida, não para produzir mortes.

Desmond Doss não exige que outros façam o mesmo que ele, não se considera melhor que ninguém por se sentir eleito. Veste o mesmo uniforme dado a todos, não muda suas roupas; anda no meio dos que estão lá para matar, não se separa dos “impuros”. Ele também não tenta convencer os colegas de sua fé nem diz aos outros que estão errados ou que não podem usar uma arma nem podem matar. Ele está no mundo. Apenas deseja ser quem é. E é esse jeito de ser que transforma o meio em que está, convence a todos, fortalece e une o grupo, dá o apoio e a força necessários para que todos sigam em frente.

Mesmo no sábado, dia de descanso para sua religião, Doss vai ao campo de batalha. Ele não se fecha em seu mundinho, suas regras, pq sabe que precisa ser sal e luz, e não pimenta nos olhos dos outros. Mas, como conquistou o respeito de todos com suas ações e coragem, eles aguardam que ore antes de entrarem no inferno. Doss ora em silêncio, sozinho. Ele sabe que seu gesto solitário, silencioso e de pura fé vale muito mais do que a espetacularização do ato de orar. Todos aguardam em silêncio. O silêncio se faz oração. Doss não é um homem que prega ou impõe a Palavra, ele a vive em abundância, sempre com um sorriso no rosto, porque sente a plenitude do Amor.

Doss é agora, através do filme, e foi, provavelmente em sua vida real, sal na terra e luz no mundo. Um exemplo a ser seguido, independente de religião, crença ou ausência de crença. Ele foi um homem que viveu, na prática, a fé em seu Deus e o amor ao próximo. Enxergou e aceitou cada um como é, sem apontar um dedo sequer no nariz do outro. Doss só quis fazer o que Cristo pregou. Deixemo-nos invadir pela beleza da mensagem do filme. Sejamos Amor!

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